Hospital de Olhos Leiria de Andrade

Cuidados com os olhos no verão

Sol forte, cloro e ar-condicionado exigem atenção redobrada. Veja hábitos simples para proteger a saúde ocular nos dias mais quentes.

DicasAtualizado em 27 de julho de 2026· 3 min de leitura

No calor, os olhos enfrentam três coisas ao mesmo tempo: radiação ultravioleta mais intensa, água de piscina e mar, e ambientes climatizados que ressecam. Nenhuma delas é grave isoladamente: juntas, explicam boa parte das queixas de verão no consultório.

Sol: o cuidado que rende a longo prazo

A radiação ultravioleta tem efeito cumulativo e está associada a catarata precoce, pterígio (a 'carne crescida') e alterações na retina. Os óculos de sol não são acessório: são filtro.

O que importa é a proteção UV comprovada, não o tom da lente. Uma lente escura sem filtro é pior do que nenhuma: ela dilata a pupila e deixa entrar mais radiação. Compre em ótica, não em camelô.

Boné e chapéu de aba larga complementam, cortando a luz que entra por cima e pelos lados.

Piscina e mar

O cloro irrita a superfície ocular e a água do mar pode carregar microrganismos. Óculos de natação resolvem a maior parte do problema.

Quem usa lente de contato tem um cuidado a mais: não entrar na água com elas. A lente retém micro-organismos contra a córnea, e existe um risco real de infecção grave: a ceratite por Acanthamoeba, associada justamente a água, é de tratamento longo e difícil.

Depois do banho de mar ou piscina, lavar o rosto com água limpa ajuda. Se o olho ficar vermelho e assim permanecer, procure avaliação em vez de usar colírio por conta.

Ar-condicionado e telas

O ar refrigerado reduz a umidade e acelera a evaporação da lágrima, daí a sensação de areia nos olhos. Piscar conscientemente, fazer pausas ao usar telas e manter-se hidratado ajudam.

Colírio lubrificante sem conservante pode ser usado, mas colírio 'que tira o vermelho' não: ele age contraindo vasos, mascara o problema e, com o uso repetido, piora o quadro.

Quando não esperar passar

Procure atendimento se aparecer:

  • Dor ocular, e não apenas incômodo
  • Perda ou embaçamento súbito da visão
  • Vermelhidão intensa que não melhora
  • Sensibilidade forte à luz
  • Secreção purulenta
  • Sensação de corpo estranho que persiste

Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta. Cada caso tem particularidades que só o exame presencial revela. Quem define diagnóstico e tratamento é o seu oftalmologista.