Hospital de Olhos Leiria de Andrade

Retinopatia diabética: proteja sua visão

Quem tem diabetes precisa acompanhar a retina de perto. Entenda como a doença afeta os olhos e por que o acompanhamento regular faz diferença.

RetinaAtualizado em 27 de julho de 2026· 4 min de leitura

O excesso de glicose no sangue danifica os pequenos vasos da retina ao longo dos anos. Eles passam a vazar líquido e sangue, e em fases mais avançadas o olho responde criando vasos novos e frágeis, que sangram dentro da cavidade ocular.

A retinopatia diabética é uma das principais causas de cegueira em adultos em idade produtiva, e é, em grande parte, evitável.

O problema do sintoma tardio

Nas fases iniciais e intermediárias a visão pode estar perfeita. A pessoa enxerga bem e conclui que está tudo certo, enquanto a retina já mostra alterações ao exame.

Quando o sintoma aparece (manchas, moscas volantes, visão embaçada, uma sombra no campo visual), o quadro em geral já está avançado. Por isso o acompanhamento não é guiado pela queixa, e sim pelo tempo de diabetes.

Com que frequência examinar

A recomendação geral: quem tem diabetes tipo 2 deve fazer o exame de fundo de olho já no diagnóstico, porque a doença pode ter começado anos antes de ser descoberta. No tipo 1, o exame costuma começar cinco anos após o diagnóstico.

Depois disso, o intervalo é anual, ou menor, se já houver alterações. Na gravidez o acompanhamento é mais frequente, porque a retinopatia pode progredir rápido nesse período.

Seu oftalmologista define o intervalo do seu caso. O que não muda é que ele não depende de você estar enxergando bem.

O que está sob seu controle

O fator que mais pesa é o controle glicêmico ao longo do tempo. Junto com ele vêm a pressão arterial, o colesterol e não fumar. Cada um desses reduz de forma independente o risco de a retinopatia aparecer e de progredir.

Quando o tratamento ocular é necessário, existem opções eficazes: laser, injeções intravítreas e, em casos selecionados, cirurgia. Todas funcionam melhor quanto mais cedo forem iniciadas.

Resumindo

Se você tem diabetes, o exame de fundo de olho é parte do tratamento do diabetes, não um extra. Enxergar bem hoje não substitui o exame.

Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta. Cada caso tem particularidades que só o exame presencial revela. Quem define diagnóstico e tratamento é o seu oftalmologista.